Educação

Com 3 meses de greve, administrativos da UFGD não aceitam proposta e mantém paralisação

O reajuste proposto é apenas para 2025, com 9%, e para 2026, com 5%.

Servidores da UFGD seguem em greve (foto: reprodução CLG)

Nesta terça-feira (18) completam-se três meses desde que os servidores técnicos administrativos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) iniciaram um movimento de greve por reajuste salarial. Durante assembleia realizada há pouco, a categoria decidiu manter a paralisação.

No entendimento do Sintef (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), a mobilização para pressionar o Governo Federal a melhorar a última proposta apresentada à categoria no dia 11 de junho tem continuidade nos próximos dias.

O movimento, segundo o Sintef, segue descontente com o Governo Federal, pois a proposta de reajuste salarial ainda está longe do necessário para corrigir as perdas inflacionárias acumuladas, que passam de 30%. O reajuste proposto é apenas para 2025, com 9%, e para 2026, com 5%.

Um dos impactos mais significativos de não haver reajuste em 2024 é para os servidores aposentados, que ficarão sem nenhum aumento de proventos, pois, embora tenha havido, neste ano, aumento dos auxílios alimentação e transporte, os aposentados não têm acesso a esses benefícios.

O movimento também avalia que a greve vem surtindo efeito, pois ao longo da negociação é possível identificar avanços. “Pela primeira vez o Governo incluiu na proposta o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para servidores técnico-administrativos em educação, o que permite a progressão na carreira. Outro avanço foi a recomposição orçamentária para universidades e institutos federais, recentemente anunciada”, diz a nota do Sintef.

Durante esta semana, estão ocorrendo assembleias em todas as universidades do país e o movimento deverá encaminhar uma posição unificada ao Governo. O Comando Nacional de Greve da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) orientou suas bases a manter a greve.

A estratégia é solicitar ao governo uma nova reunião da mesa de negociação para avançar na proposta ofertada, de forma que realmente contemple toda a categoria (ativos, aposentados e pensionistas), conforme o que ficou estabelecido durante a assembleia dos servidores da UFGD.

Fonte: Midiamax.

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