Dados da Fiocruz indicam aumento de SRAG em quase todos os estados, mas nível atual em MS ainda é considerado de normalidade

O número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) voltou a crescer em quase todo o Brasil, segundo o novo boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A análise considera dados da Semana Epidemiológica 8, entre 22 e 28 de fevereiro, e mostra tendência de aumento também em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o levantamento, apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não apresentaram crescimento na tendência de longo prazo. Os demais estados, incluindo Mato Grosso do Sul e a capital Campo Grande, registram aumento nas últimas seis semanas, embora ainda mantenham níveis considerados de segurança ou normalidade.
O avanço das internações por SRAG no país tem sido impulsionado principalmente por três vírus respiratórios: o rinovírus, que afeta principalmente crianças e adolescentes de 2 a 14 anos; o VSR (vírus sincicial respiratório), mais comum em crianças menores de 2 anos; e a influenza A, que tem atingido jovens, adultos e idosos.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, explica que o aumento de casos entre crianças pode estar relacionado ao retorno das aulas. Ela orienta que pais evitem levar crianças com sintomas gripais para a escola para reduzir a transmissão.
Caso não seja possível manter a criança em casa, a recomendação é o uso de máscara de boa qualidade, especialmente dentro das salas de aula, para evitar a disseminação dos vírus respiratórios entre os estudantes.

Brasil teve 14.370 casos de SRG em 2025
Apesar do aumento geral, dez estados estão em situação mais preocupante, com níveis de atividade classificados como alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.
No cenário nacional, o Brasil já registrou 14.370 casos de SRAG em 2026. Desse total, 35% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, enquanto 43,1% deram negativo e 14,4% ainda aguardam resultado laboratorial.
Entre os casos positivos deste ano, o rinovírus é o mais frequente, responsável por 40% das infecções. Em seguida aparecem influenza A (20%), vírus sincicial respiratório (13,6%) e SARS-CoV-2, causador da Covid-19 (17%).
O boletim também mostra que a incidência de SRAG é maior entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre idosos. Entre os óbitos registrados, a Covid-19 aparece como a principal causa, seguida pela influenza A.
Fonte: Midiamax.