Famílias ficaram desalojadas após o alagamento invadir residências

A Prefeitura de Corumbá, a 417 quilômetros de Campo Grande, deve decretar situação de emergência em razão da chuva histórica de 130 milímetros registrada na terça-feira (27). O volume é o maior dos últimos 10 anos para o período. A medida tem objetivo de agilizar a aquisição de equipamentos, a contratação de serviços e a realização de compras emergenciais para atender as famílias afetadas pelo temporal.
Em nota, a prefeitura informou que o decreto também permitirá ao município acionar o governo do Estado e a União para obter apoio técnico e financeiro. “O decreto de situação de emergência é fundamental para dar celeridade às compras emergenciais e garantir respostas mais rápidas à população”, afirmou o procurador-geral do município, Roberto Ajala Lins.
Foi definida, ainda, a criação de uma comissão especial para centralizar informações e decisões relacionadas às ações de resposta e reconstrução. O grupo será formado por secretários municipais e representantes da Defesa Civil e terá a função de organizar as prioridades e garantir maior eficiência no atendimento às ocorrências.
“Um levantamento detalhado dos prejuízos já está em andamento e é conduzido pela Defesa Civil, pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos e por equipes da prefeitura que atuam em diferentes regiões da cidade. O relatório técnico servirá de base para a formalização do decreto e para a definição das áreas e das famílias que receberão atendimento prioritário”, pontua a prefeitura.
Monitoramento
De acordo com o superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho, o volume de chuva foi excepcional. “Em cerca de 50 minutos, registramos mais de 106 milímetros de chuva. É um volume que não era observado havia mais de 14 anos e causou enxurradas e alagamentos em diversos bairros”, afirmou.
Segundo ele, equipes foram mobilizadas ainda durante a tempestade para identificar pontos críticos, orientar moradores e prestar atendimento imediato. “Ontem [terça-feira], fizemos o possível para alcançar o maior número de residências, especialmente nos locais mais críticos. Hoje, vamos aprofundar o levantamento para subsidiar o decreto e as ações seguintes”, disse. O prefeito Dr. Gabriel acompanhou os trabalhos de campo das equipes na noite de terça-feira.
Houve registros de enxurradas em praticamente toda a região, em razão do grande volume de água em curto período de tempo.
Apesar dos danos materiais, não houve óbitos. “Não tivemos óbitos, mas muitos prejuízos materiais”, ressaltou o superintendente. Algumas famílias ficaram desalojadas, mas a maioria preferiu permanecer nas casas de vizinhos ou em imóveis próximos, por receio de perder os bens que restaram. Nesses casos, a prefeitura distribuiu colchões, cobertores, roupas e outros itens emergenciais para garantir condições mínimas durante a noite.
Rodovia interditada
A forte chuva provocou o desabamento de parte do acostamento da rodovia Ramon Gomez, no trecho entre a Escola Caic e o Parque Marina Gattass.
Chamados
Conforme levantamento da Central de Operações do 3º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar), não houve registro de feridos, apenas danos materiais. Militares passaram a noite de terça-feira (27) trabalhando para desobstruir as vias de tráfego e conter alagamentos.
Conforme levantamento da corporação, ao menos seis chamados de queda de árvores sobre veículos foram registrados. Ainda, sobre pontos de alagamento, foram cerca de 21 ocorrências — a região mais crítica se concentrou em residências do bairro zona azul, Maria Leite e Popular Velha. A cidade de Ladário também registrou casos de alagamento.
Fonte: Midiamax.