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De morte de família na BR-060 a criança morta estuprada, tragédias e crimes brutais marcaram 2025 em MS

Emanuelly foi estuprada e morta pelo amigo do pai em agosto; Drielle Leite Lopes morreu com os 3 filhos em acidente na BR-060

Na imagem, Drielle com os três filhos; Emanuelly de apenas 6 anos; a corredora Danielle Corrêa; Vanessa e a filha Sophie.

O ano de 2025 termina com mais de 339 assassinatos registrados em Mato Grosso do Sul. Apesar da enorme quantidade de casos extremamente violentos, foi um dos anos com menor registro de homicídios no Estado dos últimos tempos.

Entre as tragédias e crimes brutais que impactaram a população de Mato Grosso do Sul está o acidente provocado por um mecânico que matou uma família na BR-060 e o assassinato da pequena Emanuelly Victória de Souza, de 6 anos — sequestrada e estuprada na Vila Taquarussu, em Campo Grande.

Conforme dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), foram registrados 390 homicídios dolosos — ocorrido quando há intenção de matar ou assume o risco de causar a morte — no ano passado. Assim, houve uma redução de 13,7%.

Já em relação ao ano de 2021, quando o Estado contabilizou 427 assassinatos, 2025 apresentou uma redução de 20,6%. A maioria dos autores já foi responsabilizada ou presa pelo crime. O que, claro, não diminui a dor dessas famílias que tiveram o ano marcado por tragédias cometidas por outras pessoas.

Relembre

A morte que vitimou a corredora Danielle Corrêa de Oliveira, atropelada por um estudante de Medicina, e o duplo feminicídio que tirou a vida de Vanessa Eugênia Medeiros e da bebê Sophie Eugênia Borges de Medeiros, mortas carbonizadas por João Augusto de Almeida — pai da bebê e esposo da jovem — também chocou os sul-mato-grossenses.

Outro crime que abalou a população, principalmente em Dourados, foi o latrocínio que vitimou o padre Alexsandro da Silva Lima, morto por um grupo, incluindo adolescentes, que planejava usar a casa paroquial para ‘festinhas’. 

Há também o crime que vitimou Hugo Abel Heyn, morto a facadas pelo próprio filho no Parque Residencial Maria Aparecida Pedrossian, além da execução do pecuarista Volnei Kommers Beutinger, no distrito de Itahum, em Dourados, e da morte de Raquel Perciliano, jogada viva em uma vala. Em Coxim, a 239 quilômetros da Capital, Leticia da Silva Camargo morreu após ser atropelada por um ônibus escolar.

Em Campo Grande, um pedreiro foi preso sob acusação de estupro de três crianças na Vila Nasser, e um subtenente da PM (Polícia Militar) foi acusado de perseguição contra uma adolescente. Nas Moreninhas, um duplo homicídio comoveu os moradores: Denner Vieira Vasconcelos e seu avô foram assassinados por engano. No Guanandi, o pintor Israel Reis dos Santos foi torturado e morto pelo companheiro.

Outro episódio que gerou revolta e indignação foi a agressão contra um homem em situação de rua por agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana). Também, o assassinato que vitimou Pâmela Myrela, que teve 90% do corpo queimado após ter a residência incendiada.

Acidente que matou família na BR-060

Drielle Leite Lopes e seus três filhos, Helena Leite Saraiva, de 10 anos, João Lúcio Leite Saraiva, de 2, e o pequeno José Augusto Saraiva, de apenas 3 meses, morreram após terem o carro atingido por David. O mecânico dirigia um Chevrolet Classic e teria tentado ultrapassar um caminhão em local proibido e bateu de frente com a VW Saveiro onde estava a família.

Do acidente, ocorrido no dia 6 de abril na BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia, sobreviveram Oldiney Centurion Saraiva — esposo de Drielly e pai das crianças — e o filho dele, de 12 anos. O menino teve sequelas graves que o impediram de andar. O mecânico foi pronunciado por quatro homicídios qualificados e duas tentativas de homicídio. Preso desde abril, ele teve o júri popular marcado para 3 de dezembro, mas entrou com recurso e o julgamento foi cancelado.

Família voltava de um passeio quando foi atingida pelo outro motorista (Foto: Reprodução, Rede Social)

Sequestro, estupro e morte de Emanuelly

Emanuelly Victória de Souza tinha 6 anos quando foi estuprada e assassinada por Marcos Willian Teixeira Timóteo, no bairro Taquarussu, em Campo Grande. No dia 27 de agosto, a pequena foi encontrada morta em uma banheira, embaixo de uma cama, dentro da casa de Marcos Willian. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o criminoso saía junto da menina.

Marcos Willian morreu no dia seguinte em confronto com policiais civis do GOI (Grupo de Operações e Investigações). Na época, o Conselho Tutelar emitiu uma nota de esclarecimento informando que durante os atendimentos prestados a família não foram identificados elementos que justificassem a medida de acolhimento institucional, conforme estabelece a Portaria nº 01/2025, expedida pela Vara da Infância e Juventude, e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Corredora morta atropelada na MS-010

Danielle Corrêa de Oliveira morreu atropelada enquanto corria com um grupo de pessoas na MS-010, em Campo Grande, na manhã de 15 de fevereiro. O réu, estudante de Medicina identificado como João Vitor Fonseca Vilela, foi preso na época, mas, em março, ganhou a liberdade provisória.

Na tarde de 10 de junho, o estudante e algumas testemunhas de defesa foram ouvidos na audiência de instrução e julgamento, ocasião em que João relembrou o atropelamento e se emocionou, pedindo desculpas para as vítimas. “Só queria pedir desculpas para todas as vítimas, porque foi uma tragédia que nunca imaginei na minha vida que eu iria passar. A partir daquele momento, todo dia me lembro e penso na família das vítimas”, falou.

Em agosto, o estudante de Medicina teve o júri popular cancelado e a Justiça autorizou sua mudança para Aparecida de Goiânia, em Goiás.

Mãe e bebê mortas carbonizadas

Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e sua filha, Sophie Eugênia Borges, de 10 meses, foram assassinadas no dia 26 de maio, no bairro São Conrado, em Campo Grande. Após matar mãe e filha, João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos, carbonizou os corpos e chegou a registrar um boletim de ocorrência na delegacia por desaparecimento.

O feminicida foi preso no dia seguinte ao crime, quando registrava o desaparecimento da esposa e da filha. Em interrogatório, ele detalhou de forma fria, sem demonstrar arrependimento, como ocorreu o crime.

João Augusto foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em junho e virou réu pelo duplo feminicídio. Em novembro, a Justiça determinou que ele vá a júri popular pelos crimes.

Vanessa Eugênia, de 23 anos, e sua filha, Sophie Eugênia, de 10 meses. (Reprodução, Redes Sociais)

Fonte: Midiamax.

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