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Responsável pelo sustento dos filhos, funileiro precisa de ajuda após perder os movimentos por lesão na medula

Homem está internado na Santa Casa e aguarda por resultado de biopsia, sem previsão de receber alta

Funileiro está internado na Santa Casa após lesão na medula óssea (Foto: Fala Povo)

A vida do funileiro e professor de karatê Ernani Campos de Lima, de 42 anos, mudou do dia para a noite, após sofrer uma lesão na medula óssea, diagnosticada em 1º de janeiro deste ano. O homem, que antes levava uma rotina ativa no trabalho, praticando lutas e cultivando hábitos saudáveis, agora corre o risco de perder o movimento das pernas, além de ser o único sustento dos filhos, atualmente em situação de vulnerabilidade.

Conforme explica a irmã do paciente, Michelly de Lima, de 47 anos, Eernani começou a se queixar de formigamento e sensação de ‘descargas elétricas’ nas pernas durante o Natal, no final do mês passado. A situação piorou no dia 1º deste mês, quando ele precisou ser levado às pressas para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino.

Na unidade, o homem foi internado e, posteriormente, encaminhado à Santa Casa de Campo Grande, para receber atendimento com especialistas da área de neurologia. Internado no hospital desde então, ele passou por uma cirurgia, em que foi detectado um tumor comprimido a medula.

Agora, ele aguarda pela biopsia do tumor, para identificar se é benigno ou oriundo de uma infecção. No entanto, o médico já adiantou para a família que as chances de Ernani não conseguir voltar a andar são altas. “Se for tumor benigno ele volta para mesa de cirurgia, tira o tumor e coloca placa de platina na vértebra lesionada. Mas se for infecção, ai é gravíssimo e provavelmente não volte mais a andar.”

Paciente tem histórico de atleta e hábitos saudáveis

Michelly relata que a complicação na medula do irmão pegou a todos de surpresa. Isso porque Ernani pratica atividades físicas, incluindo lutas corporais, além de possuir um estilo de vida saudável, evitando fumar e consumir bebidas alcoólicas. Por conta disso, a suspeita inicial dos sintomas, segundo a mulher, seria de uma possível lesão praticando o esporte.

“Dia 1º de manhã, ele começou a sentir choque e descarga elétrica. Aí, eu botei ele na piscina, comecei a fazer fisioterapia com ele dentro da água, para ver se era uma tensão muscular, mas não adiantou, só piorou. A gente estava com medo, porque ele é atleta, é professor de Karatê, luta Muay Thai, a gente estava com medo de ter causado alguma lesão”, desabafa a mulher.

A suspeita de hernia cervical traumática, no entanto, foi descartada pelo médico, com base nos sintomas apresentados no quadro clínico do paciente. Além disso, o médico informou Michelly que, como o paciente perdeu a força para se sustentar de pé, e não apresentou melhora, as possibilidades de não voltar a andar são grandes.

Funileiro tem filhos pequenos em situação de vulnerabilidade

Michelly compartilha que Ernani é pai de duas crianças, sendo uma de dois anos e um bebê de três meses, que moram com a mãe, uma jovem de 18 anos, no distrito de Anhanduí. O casal, no entanto, está separado, sendo que Ernani mora na Capital com amigos, e envia dinheiro para ajudar a ex-companheira a sustentar as crianças.

A mulher destaca que as crianças estão passando por necessidades desde que Ernani foi internado, pois a mãe não trabalha e sobrevive apenas com o auxílio do Bolsa Família. Como o funileiro tem grandes chances de perder o movimento das pernas, isso pode impactar ainda mais a família financeiramente, além de impactar a qualidade de vida do paciente.

Por isso, a família decidiu abrir uma vaquinha e arrecadar fundos para custear um cuidador quando ele receber alta, além de ajudar financeiramente os filhos de Ernani, até ele se reestabelecer após a mudança brusca em seu estilo de vida.

“Essas crianças dependem do trabalho dele pra se alimentar, então nós, irmãos, nos reunimos ontem e fizemos essa vaquinha no valor inicial de R$ 10 mil. Esse valor é pra alimentação das crianças dele e pra poder tá custeando esse tratamento inicial, fisioterapia, além de um cuidador, porque a gente não tem experiência e não pode ficar pegando nele de qualquer jeito, pra não lesionar mais a medula”, explica.

Quem quiser, e puder ajudar a família, as doações podem ser feitas clicando aqui.

Fonte: Midiamax.

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