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Com apenas 34,5% de cobertura vacinal, Capital registra mais três mortes por gripe

Mato Grosso do Sul chegou a 44 óbitos neste ano, seis deles nesta última semana

Imagem ilustrativa – Divulgação PMCG

Seis óbitos por Influenza foram confirmados nesta última semana em Mato Grosso do Sul, três deles na Capital. Desde janeiro deste ano, o Estado já soma 44 óbitos em decorrência da doença.

Dentre as vítimas, cinco eram idosos de mais de 65 anos, residentes de Campo Grande (3), Maracaju e Ponta Porâ; e a sexta era um jovem, de 20 anos, que residia em Miranda. Todas elas morreram de H3N2.

Nos municípios em questão, a vacinação contra a Gripe está abaixo do ideal, sendo a cobertura vacinal de 34,5% em Campo Grande; 38,1% em Maracaju; e 26,6% em Miranda.

As informações são do Boletim Epidemiológico Influenza, divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), e compreende a 23ª semana epidemiológica, entre os dias 6 e 13 de junho.

Casos

Neste ano, já foram notificados 3.614 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pessoas hospitalizadas, sendo 428 deles confirmados para Influenza tipo A.

A maioria dos casos (246) foram do subtipo H3N2, responsável pelos óbitos registrados nesta última semana. A H1N1 acometeu 100 dos pacientes, e 82 casos não foram subtipados.

Quanto ao perfil das internações por gripe, a maioria é de idosos acima dos 60 anos (38,9%) e crianças de 1 a 9 anos (21,7%). 

Óbitos

Quanto aos óbitos, a maioria também foi de pacientes com H3N2 (32), seguido por pacientes com H1N1 (7) e não subtipados (5).

As vítimas eram em maioria idosos, sendo 15 óbitos de pacientes com idade superior aos 80 anos, e 14 de idosos entre 60 e 79 anos.

Influenza

Os vírus da influenza causam infecções no trato respiratório humano. existem quatro tipos da influenza: A, B, C e D. Para os humanos, os dois tipos que mais impactam a saúde são o A e o B. Os de tipo A são os conhecidos por causar emergências de saúde pública, como no caso da pandemia de 2009 (causada pelo vírus H1N1 da influenza A).

Os vírus da influenza A são divididos em subtipos, com base em duas proteínas presentes nas superfícies do agente infeccioso: a hemaglutinina (H) e neuraminidase (N). Daí deriva sua classificação específica, como H1N1 e H3N2, por exemplo.

Os de tipo B não se dividem em subtipos, como os da A, mas sim em duas linhagens: a Yamagata e Victoria. De modo geral, os sintomas começam a se manifestar entre o primeiro e o quarto dia da infecção e os mais comuns são:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Dor muscular e/ou corporais;
  • Dor de cabeça;
  • Fadiga (cansaço);
  • Vômito e diarreia, mais comum no público infantil.

A maioria das pessoas se recupera em menos de duas semanas, mas alguns indivíduos podem apresentar complicações, como pneumonia.

Prevenção

A gripe por influenza A pode ser prevenida através da vacinação. Os imunizantes disponibilizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) são compostos a partir de RDC da Anvisa, que avalia as cepas em circulação dos tipos A e B da influenza nas temporadas de circulação do vírus.

Outras medidas não-farmacológicas colaboram para a não infecção, como lavar as mãos com frequência, utilizar máscaras e priorizar ambientes com circulação do ar.

Já em 1º de maio, a pasta anunciou que a vacina seria ampliada para toda a população – com mais de 6 meses de vida. Desde então, a vacina está sendo oferecida nas unidades de saúde de Campo Grande. A dose protege contra três tipos de vírus influenza: A H1N1 e H3N2; e influenza B linhagem Victoria.

A relação de unidades, endereços e horários para vacinação podem ser consultadas no site da Sesau (confira aqui).

Quem deve se vacinar contra gripe?

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  • Pessoas de 60 e mais
  • Gestantes
  • Puérperas
  • Indígenas vivendo fora de terra indígena
  • Indígenas vivendo em terra indígena
  • Trabalhadores de saúde
  • Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos)
  • Adolescentes em medidas socioeducativas (menores de 18 anos)
  • População privada de liberdade (18 anos e mais)
  • Funcionário do sistema de privação de liberdade
  • Comorbidades
  • Professores
  • Pessoas em situação de rua
  • Forças de segurança e salvamento
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbano e de longo curso
  • Trabalhadores portuários

As vacinas contra a influenza são trivalentes, produzidas pelo Instituto Butantan e distribuídas para toda a rede pública de saúde. A composição varia anualmente conforme as cepas do vírus predominantes.

Neste ano, as vacinas possuem três tipos de cepas de vírus combinadas: A (H1N1); A (H3N2) e B (linhagem B/Victoria), conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

VSR

De modo geral, a infecção por vírus sincicial respiratório começa com coriza, tosse e febre leve. Conforme os dias passam, a criança pode apresentar outros sintomas, como:

  • dificuldade para respirar;
  • dedos e lábios azulados;
  • secreção nasal;
  • espirros;
  • chiado;
  • dificuldades para mamar, se for um bebê;
  • dor de cabeça;
  • dor de garganta;
  • perda de apetite;
  • prostração;
  • cansaço.

O vírus sincicial respiratório é altamente contagioso, sendo capaz de causar condições sérias no paciente, como a bronquiolite.

Fonte: Correio do Estado.

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