Os órgãos foram encaminhados ao HCN (Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano), no domingo (22)

A CET-MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul), vinculada à SES (Secretaria Estadual de Saúde), contribuiu no procedimento de captação de fígado, rins e córneas que serão destinados a nove pessoas na lista de espera do SNT (Sistema Nacional de Transplantes). Os órgãos foram encaminhados ao HCN (Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano), unidade do Governo de Goiás, em Uruaçu, no domingo (22).
A logística de transporte aéreo foi realizada com o apoio da PMMS (Polícia Militar do Mato Grosso do Sul) e da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. Os doadores, um homem de 49 anos — que doou rins e córneas — e um jovem de 22 anos — que doou fígado, rins e córneas — sofreram morte encefálica determinada por protocolos seguidos por lei. A doação foi possível por meio da autorização familiar.
Os processos contaram com o apoio da equipe de médicos e enfermeiros das Centrais Estaduais de Transplantes de Goiás e de Mato Grosso do Sul, da OPO/Heana (Organização de Procura de Órgãos) e do Cerof/UFG (Hospital de Olhos da Universidade Federal de Goiás), que realizaram o procedimento de captação juntamente com a equipe do hospital.
Doação de órgão depende da família
A equipe da Cihdott (Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes), do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, reforça que os familiares desempenham um papel fundamental na promoção da doação de órgãos e no salvamento de vidas por meio de transplantes, uma vez que depende deles a autorização. Por isso, é importante também que os doadores manifestem esse desejo ainda em vida.
A vice-presidente da Cihdott e coordenadora de uma das UTIs Adulto do HCN, Kellen Lopes, reforça que a doação de órgãos é um assunto que precisa ser conversado ainda em vida. “A única forma de se tornar um doador é com o ‘sim’ da família. Doar órgãos é um gesto de amor e o transplante pode ser a única esperança de vida ou uma oportunidade de recomeço para as pessoas que precisam da doação.”
A posição da pessoa na fila de espera para doação de órgãos depende de diversos fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas e grau de urgência, conforme avaliação da equipe cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor. Quem regula a fila é o SUS (Sistema Único de Saúde), e os órgãos doados vão para pacientes que aguardam na fila nacional única, controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Fonte: Midiamax.