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Em meio a incêndios no Pantanal, Ibama-MS adere à greve nacional

Contudo, brigadistas que atuam no bioma seguirão trabalhando normalmente

Imagem ilustrativa (Foto: Divulgação/Ibama)

Os servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de Mato Grosso do Sul aderiram, nesta segunda-feira (1º), à greve nacional da categoria. Com isso, serviços técnicos e administrativos do órgão podem ser prejudicados, em meio a um dos maiores incêndios florestais ocorridos na história do Pantanal sul-mato-grossense.

A decisão foi confirmada ao Midiamax, pelo membro da diretoria do Sintep-MS (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado), Vicente Mota de Souza Lima.

A princípio, cerca de 12 servidores aderiram à greve, correspondendo a cerca de 20% do serviço público do Ibama em MS. “A decisão já havia sido tomada na semana passada, após uma reunião e agora comunicamos oficialmente”, explicou.

Segundo Vicente, os serviços que devem ser mais afetados são os administrativos. Questionado sobre algum prejuízo às ações da equipe do Prevfogo, que atua nos incêndios do Pantanal, ele explicou que o grupo não é formado por servidores do Ibama, mas sim por pessoas contratadas em rodízios de seis meses”.

Greve nacional

Servidores federais da área de meio ambiente iniciaram na última segunda-feira (24) uma greve. Os primeiros estados a paralisar as atividades são Paraíba, Pará, Acre e Rio Grande do Norte. Servidores do MMS (Ministério do Meio Ambiente), em Brasília, também aderiram ao movimento paredista.

Integram o movimento funcionários públicos vinculados ao Ibama, ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), ao Serviço Florestal Brasileiro e ao MMA.

Segundo a Ascema Nacional (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente), o movimento será reforçado com a adesão de outros 17 estados, a partir de hoje: GO, RS, RJ, BA, ES, SC, PR, SP, TO, MG, MA, PI, PE, CE, AL e RO. Complementam essa lista os demais servidores do Distrito Federal não lotados no MMA.

Reestruturação de carreira

Segundo Vicente, os servidores pedem por maior valorização profissional, reajuste salarial e adicionais de periculosidade e demais demandas de escala nacional.

“Há cerca de 10 anos nós não temos nenhum reajuste. Além disso, há uma grande diferença salarial entre técnicos e analistas, sendo que fazem exatamente a mesma função”.

No país, entre as principais reivindicações está a equiparação com a remuneração das carreiras de nível superior da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que, no passado, estava integrada ao Ibama. Após a separação, segundo a Ascema, há servidores da ANA com salário inicial maior que o salário de final da carreira de especialista em meio ambiente.

* Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Midiamax.

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