Ele foi levado à UPA Coronel Antonino, onde recebeu os primeiros atendimentos e medicamentos

Um menino de 9 anos aguarda, desde quarta-feira (26), a realização de uma cirurgia no braço. Segundo a mãe da criança, o procedimento não ocorreu por falta de leitos nos hospitais de Campo Grande. Sem previsão de quando haverá vaga, o menino precisou voltar para a casa com o braço fraturado.
Para o Midiamax, a mãe explica que o filho caiu e começou a reclamar de muita dor no braço. Ele foi levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, onde recebeu os primeiros atendimentos e medicamentos. A família foi orientada a voltar para casa e aguardar por uma vaga no CEM (Centro Especializado Municipal Presidente Jânio Quadros), para a colocação de gesso.
No entanto, por volta de 23h, quando chegaram ao CEM, informaram que o caso do menino era cirúrgico e que a família precisaria tentar uma vaga em um dos hospitais da cidade.
“Eles só imobilizaram o braço, deram dipirona e mandaram ele pra casa. Agora estamos esperando vaga para cirurgia, e, até agora, nada. Meu filho está com muita dor e eles falam que não tem leito. Quando o efeito dos remédios vai passando, ele fica chorando”, lamenta a mulher.
Atualmente, a criança está medicada com dipirona e ibuprofeno, como indicado pelo médico que a atendeu. A reportagem acionou a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), para saber o andamento da solicitação.
Por nota, a secretaria informou “que todos os serviços de consultas, exames e atendimentos prestados à população seguem protocolos do SUS (Sistema Único de Saúde), que estabelecem critérios de priorização com base em urgência e gravidade” e que, “em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), bem como ao princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, a Secretaria Municipal de Saúde não fornece informações individualizadas sobre pacientes à imprensa ou a terceiros, ainda que de forma indireta”.
Fonte: Midiamax.