Iniciativa visa modernizar a hemorrede nacional e ampliar produções de medicamentos para hemofílicos

O Hemosul (Hemocentro de Mato Grosso do Sul) receberá 39 equipamentos novos, que devem beneficiar 10 municípios. A iniciativa faz parte do investimento de R$ 7,5 milhões do Governo Federal na hemorrede do Estado. Em MS, serão beneficiadas as cidades de Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Coxim, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Na última sexta-feira (28), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a entrega de 604 equipamentos de alta tecnologia, destinados a diversos estados brasileiros. O investimento está alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, com recurso de R$ 116 milhões do Novo PAC Saúde.
A iniciativa beneficiará 125 serviços de hemoterapia em 22 estados. Os equipamentos, que já começaram a ser entregues e instalados, devem chegar a sua totalidade até o primeiro trimestre de 2026.
Além de qualificar os serviços de hemoterapia, a expectativa é de que haja um aumento inicial de 30% no aproveitamento do plasma, gerando economia de R$ 260 milhões por ano ao Governo Federal, com a redução da necessidade de importação de medicamentos. O plasma é a parte líquida do sangue que, ao ser processada, vira medicamentos essenciais para o cuidado de pacientes com hemofilia, doenças imunológicas, outras condições de saúde e também para cirurgias de grande porte.
“Durante muito tempo, o Brasil não produzia os fatores que derivam do plasma e tínhamos que importar o tempo todo, gerando insegurança para quem tem doenças que dependem dos hemoderivados. Cada vez mais, as imunoglobulinas são utilizadas não só para doenças infecciosas, mas para outros tipos de doenças também”, ressaltou o ministro.
Os hemocentros receberão: blast-freezers, de congelamento ultrarrápido (tecnologia avançada com a qual a hemorrede pública ainda não contava); ultrafreezers, de congelamento rápido; e freezers que aumentam a capacidade de produção e de armazenamento do plasma com qualidade industrial. Com a ampliação da oferta, é esperado que a nova fábrica da Hemobrás, inaugurada em 2025, atinja plena capacidade de produção de medicamentos estratégicos para o SUS, com o processamento de até 500 mil litros de plasma por ano.
A modernização dos hemocentros poderá reduzir a dependência de importações, assegurando mais tratamentos e, consequentemente, mais vidas salvas, principalmente de pessoas que têm doenças raras, deficiências de coagulação e imunodeficiências congênitas.
Fonte: Midiamax.