Polícia

Justiça nega HC e mantém motorista preso por morte de criança de 7 anos em acidente

Motorista confessou ter bebido antes do acidente que acabou na morte de Miguel Nunes Alves Bezerra

Logan destruiu Uno com batida. (Foto: Reprodução, Câmeras de Segurança)

A Justiça negou o HC (Habeas Corpus) e manteve preso o motorista acusado da morte de Miguel Nunes Alves Bezerra, de 7 anos, no Jardim Tijuca, em Campo Grande.

Miguel estava em um Fiat Uno com a família, retornando de um evento religioso na noite de 23 de agosto do ano passado. O carro foi lançado contra o muro de uma casa após ser atingido pelo veículo do acusado. A avó do menino, a idosa Marlene Spati Pedrosa, morreu 45 dias depois do acidente.

Após o acidente, o motorista confessou ter ingerido bebidas alcoólicas e foi preso. Agora, a defesa entrou com um habeas corpus pedindo pela revogação da prisão preventiva do acusado. Entretanto, o pedido foi negado e o motorista continuará preso.

Além da revogação da prisão e concessão de liberdade, a defesa havia pedido o reconhecimento da nulidade absoluta do feito, anulação dos atos processuais, redistribuição a outro magistrado e, subsidiariamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

Os pedidos foram analisados e a Justiça entendeu que não houve nulidade nem excesso de prazo. Também pontuou que existem indícios suficientes de autoria para manter a prisão preventiva e que as condições favoráveis do acusado — como primariedade, residência fixa e vínculo empregatício — não justificam sua soltura.

A prisão preventiva encontra fundamento na presença de prova da materialidade, indícios suficientes de autoria (fumus commissi delicti) e requisitos do periculum libertatis, especialmente diante da gravidade concreta dos crimes imputados (homicídio qualificado e tentativa de homicídio) e do modus operandi”, diz trecho da decisão judicial.

Diante da gravidade do caso, a Justiça explicou que as medidas cautelares diversas da prisão também são inadequadas. “Medidas cautelares diversas da prisão revelam-se inadequadas, diante da gravidade concreta dos fatos e do risco à ordem pública”.

Acidente

Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da colisão que resultou na morte de Miguel e Marlene. No Fiat Uno, além do menino, estavam a mãe, a avó dele e o padrasto, que conduzia o veículo.

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A avó de Miguel sofreu ferimentos graves no rosto e na cabeça devido ao acidente. Ela foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada para a Santa Casa, mas morreu 45 dias depois.

Na época, o Jornal Midiamax noticiou que o pai da criança também foi vítima do trânsito por imprudência de motorista. Israel Alves Bezerra Júnior estava em uma motocicleta na Avenida Guaicurus quando um motorista avançou a preferencial e lhe atingiu. Miguel tinha três meses de vida.

Fonte: Midiamax.

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