Família descarta suicídio e acredita que responsável pela morte é o namorado

A Polícia Civil informou que a investigação que apura a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, segue com rigorosa perspectiva de gênero. A jovem foi levada para a Santa Casa na tarde de sexta-feira (6), após sofrer convulsão, e faleceu na madrugada deste sábado (7).
O namorado de Ludmila relatou, em boletim de ocorrência, que a jovem ingeriu água com cocaína na casa dele após os dois discutirem por ciúmes. Embora o fato tenha sido inicialmente registrado como suicídio, a Polícia Civil ressaltou que a investigação segue com apuração de feminicídio.
“Até o presente momento, não há indicativos técnicos ou periciais que confirmem a hipótese de feminicídio. Contudo, todas as linhas investigativas permanecem abertas para a completa elucidação do caso e verificação da veracidade das versões apresentadas”, diz trecho da nota.
Quando socorrida, Ludmila estava com uma lesão no rosto — abaixo do olho — e no pé esquerdo. Seu namorado afirmou que as lesões no rosto seriam decorrentes de uma queda durante o episódio convulsivo. O casal teria se encontrado para que a garota retirasse uma denúncia que havia registrado contra ele em 2025.
Encontrada inconsciente
Conforme o registro policial, a equipe da Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na casa do namorado de Ludmila, no bairro Paulo Coelho Machado.
No local, a vítima foi encontrada inconsciente e com quadro de convulsões. Ludmila foi socorrida e encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas foi a óbito na madrugada de hoje.
O namorado da vítima relatou em depoimento que ambos haviam discutido anteriormente e que, ao retornarem à residência, a jovem teria ingerido uma substância entorpecente por conta própria.
Família nega versão do namorado
Amigos e familiares de Ludmila descartam a possibilidade de suicídio e acreditam que o namorado seria o responsável por sua morte. Segundo uma amiga próxima, a jovem tinha medida protetiva contra ele.
“Isso não pode passar como suicídio, ela jamais faria isso. Ele armou uma emboscada pra ela ir lá e [ele] matar ela. Ela jamais usaria droga e teria overdose”, diz a amiga da vítima.
A colega revelou, ainda, que Ludmila tinha várias denúncias contra o namorado e que, recentemente, havia postado nas redes sociais relatos de agressão que sofreu.
“A única coisa que não sabemos é por que ela estava com ele. Ela nem via mais ele. Não foi ele que chamou a polícia. Ele fugiu, nosso amigo que chamou o Samu”, relata.
A Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames necroscópicos e periciais para dar continuidade às providências de polícia judiciária cabíveis.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
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⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
(Revisão: Nichole Munaro)
Fonte: Midiamax.