Polícia

Santa Casa retém macas e deixa viaturas dos bombeiros paradas em Campo Grande

Somente nesta segunda-feira (23), o relato é que mais de dez viaturas de resgate estariam ‘paradas’

Viatura com macas que estavam retidas em momento anterior. (Foto: Fala Povo, Midiamax)

A superlotação da Santa Casa de Campo Grande reflete na retenção de macas das viaturas do Corpo de Bombeiros e das ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Somente nesta segunda-feira (23), mais de dez viaturas de resgate estariam ‘paradas’.

Segundo o hospital, atualmente estão sendo disponibilizadas seis vagas na área vermelha e sete na verde para atendimento de urgência e emergência. Assim, durante a tarde, havia 20 pacientes na área vermelha e 50 na verde. Isso representa um número superior ao contratado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Essa lotação que o maior hospital de Mato Grosso do Sul vem enfrentando reflete no número reduzido de ambulâncias e também viaturas de resgate disponíveis para atendimentos de emergências em Campo Grande.

A semana começou com denúncias apontando que mais de 10 viaturas estavam ‘baixadas’ – paradas sem macas. Além disso, havia outras duas ambulâncias do Samu.

Isso porque os pacientes chegam até o pronto-socorro do hospital através das equipes. Assim, essas macas ficam ‘presas’ até que o paciente, por fim, consiga um leito.

O que diz a Santa Casa?

“Reforçamos que o censo das áreas de atendimento é encaminhado regularmente tanto para a Central de Regulação quanto para o SAMU, responsável pelo atendimento primário, garantindo transparência e atualização constante sobre a lotação hospitalar.

A instituição tem trabalhado continuamente para garantir o atendimento a todos os pacientes que chegam em situação de urgência, mesmo diante da demanda que ultrapassa a capacidade pactuada. A Santa Casa permanece em diálogo com os órgãos competentes para buscar soluções que minimizem os impactos dessa realidade e assegurem a continuidade dos serviços essenciais à população.”

Superlotação não é problema recente

Durante todo o ano de 2025, a superlotação da Santa Casa esteve no noticiário. Em maio, a Saúde chegou a dizer que enviava pacientes ao hospital em ‘último caso‘. A explicação foi dada após o pedido do promotor de Justiça, Marcos Roberto Dietz.

A Sesau informou que ‘evita’ enviar pacientes para a Santa Casa, enviando “pacientes que podem ser atendidos por mais de um hospital para as instituições com menor lotação no momento”.

Ainda, conforme o documento oficial, a regulação do município informa que há casos de referência exclusiva, ou seja, os quais o mais adequado para aquele determinado paciente é a Santa Casa.

Nessa situação, a Sesau diz que discute o caso com o núcleo interno de regulação da Santa Casa — que avalia se o hospital tem condições de receber aquele paciente.

Então, com a equipe de especialistas da Santa Casa, toma uma decisão técnica. “Encaminhamos em vaga zero os casos que necessitavam de atendimento imediato, assegurando, dessa forma, o atendimento adequado a cada quadro clínico”.

Santa Casa foi um dos hospitais que apresentou superlotação. Imagem ilustrativa. (Divulgação, Santa Casa)

Greve

Em dezembro, enfermeiro e funcionários do setor administrativo amanheceram de greve devido ao atraso no pagamento do 13º salário.

Na ocasião, devido à greve, o número de funcionários no atendimento aos pacientes foi reduzido, o que impactou os serviços prestados na ocasião.

santa casa
Funcionários reunidos no saguão. (Fala Povo Midiamax)

Fonte: Midiamax.

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