A vítima foi encontrada morta com uma perfuração de tiro na região da cabeça, em março deste ano

O quinto suspeito de envolvimento na morte de Giovana Castura Werner, de 51 anos, encontrada morta na região da Cachoeira do Inferninho, teria recebido R$ 500 para ocultar o corpo e o carro utilizado no crime. Outros quatro homens foram presos nesta terça-feira (14) por envolvimento no assassinato, ocorrido em março deste ano, em Campo Grande.
As investigações do caso foram conduzidas pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa). Os policiais conseguiram constatar que um dos presos apontados por contribuir com a ocultação do corpo e também do carro utilizado no crime teria recebido R$ 500 pelos serviços.
A polícia constatou que, após a morte de Giovana, suspeita de participar em esquema de agiotagem, foram realizadas transferências bancárias de sua conta para a de um dos suspeitos. Na sequência, ele teria espalhado os valores entre as contas dos demais envolvidos.
Ainda, o suspeito apontado como líder do grupo tinha conhecimento da senha bancária de Giovana, uma vez que ela o tratava como filho. Essa aproximação pode ter permitido realizar as transações bancárias com facilidade.
Durante o depoimento, o suposto líder do grupo, por sua vez, negou qualquer envolvimento e apresentou diversas provas, alegando ter sido incriminado.

Transferências bancárias
As investigações apontam que o grupo fez transferências bancárias em nome de Giovana após executá-la. Eles usaram a digital da vítima para acessar as contas dela.
Até o momento, foi identificada uma transferência de R$ 10 mil, porém, o valor pode ser bem maior.
Giovana foi morta em março. Desde então, a polícia investiga o caso, que envolveu a quebra de sigilo bancário da vítima.
Contradições no depoimento
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, os suspeitos apresentaram versões contraditórias durante o depoimento. Um dos homens afirmou que a vítima foi espontaneamente ao encontro deles. Já outro disse que o grupo foi ao encontro dela. Um terceiro alega que, de fato, uma emboscada foi criada para roubar Giovana. As versões devem ser investigadas.
A vítima teria sido chamada para ajudar a fazer uma cobrança com um dos suspeitos, sendo assassinada no meio do caminho.

Caso
O corpo de Giovana foi encontrado com uma perfuração de tiro na cabeça no dia 24 de março, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.
Após a identificação de Giovana, a Polícia Civil constatou que uma amiga da vítima havia informado que ela estava desaparecida desde a noite de 23 de março. Isso teria contribuído para a localização do veículo no Jardim Colúmbia, região norte de Campo Grande.

Fonte: Midiamax.