Política

Após recontagem de votos, ex-deputado Neno Razuk deixa o cargo e divulga nota de agradecimento

Créditos: ALEMS/Assembleia Legislativa de MS

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) registrou uma alteração na sua composição partidária após a Justiça Eleitoral determinar a retotalização dos votos referentes às eleições de 2022. O procedimento resultou na anulação de votos atribuídos ao PL, fazendo com que a legenda perdesse uma cadeira no parlamento estadual. Em decorrência dessa mudança jurídica, o parlamentar Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, deixou o cargo legislativo, que passa a ser ocupado pelo suplente João César Mattogrosso, do PSDB.

Ao deixar a capital e retornar para a sua base eleitoral em Dourados, o ex-parlamentar optou por não conceder entrevistas formais, mas emitiu um comunicado público com teor de encerramento de mandato. No texto, ele manifestou gratidão aos mais de 17 mil eleitores que o apoiaram e destacou o trabalho realizado ao longo de quase oito anos de atuação na Assembleia, com ênfase na defesa dos direitos de pessoas neurodivergentes e com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O pronunciamento oficial focou exclusivamente no balanço das atividades parlamentares e não abordou o cenário jurídico enfrentado pelo político fora da esfera eleitoral. Recentemente, ele recebeu uma sentença em primeira instância de 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, proferida pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande. A condenação decorre das investigações da Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura a existência de uma organização criminosa voltada para a exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro no estado.

Com a perda definitiva do mandato parlamentar, extingue-se também a prerrogativa de foro especial associada ao cargo público. Consequentemente, as ações penais em andamento passam a ser conduzidas e julgadas integralmente pelo juízo de primeira instância. Como o processo judicial ainda comporta recursos nas instâncias superiores, não há previsão de execução imediata da pena, permanecendo as acusações sob o status de imputações ministeriais até o trânsito em julgado.

Fonte: Conteúdo MS.

Compartilhe
Desenvolvido por