Renê Sérgio apresentou atestado relacionado a problemas emocionais

O prefeito de Jaraguari, Claudio Ferreira (PSDB), declarou que não afastará do cargo o secretário de governo Renê Sérgio Lima de Moura, preso na madrugada do último sábado (29) acusado de espancar a namorada. Questionado pelo Jornal Midiamax, o chefe do Executivo municipal afirmou que aguardará as conclusões da Justiça antes de tomar qualquer medida administrativa mais severa.
Ao ser indagado sobre o posicionamento da administração diante da prisão em flagrante e da confirmação das agressões por parte das autoridades policiais, Ferreira sustentou que o caso ainda está sob apuração.
Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura informou que “não compactua com qualquer forma de violência”, mas ressaltou o respeito ao “direito constitucional ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de Inocência“.
Ainda segundo o prefeito, a administração acompanhará o desenrolar das investigações e só adotará medidas administrativas após o “esclarecimento oficial dos fatos”. Ao ser questionado novamente se a gestão aguardaria o prazo de julgamento mesmo diante da constatação policial sobre a violência praticada pelo gestor da pasta, Ferreira reiterou sua posição.
“Se eu tomar qualquer medida mais severa, estarei julgando prematuramente o Secretário. Vou esperar as conclusões da justiça”, afirmou o prefeito.
Claudio informou ainda que na manhã desta segunda-feira, 01/12, o secretário apresentou atestado relacionado a problemas emocionais. Ele deve ficar afastado pelos próximos 15 dias.
Entenda o caso
Renê Sérgio Lima de Moura foi preso após agredir a namorada, de 38 anos, em Jaraguari, município distante 40 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o registro policial, a Polícia Militar foi acionada por volta das 3h10 pelo filho da vítima, que relatou as agressões na região central da cidade.
A mulher foi atendida pelos policiais com lesões visíveis, incluindo um ferimento no olho e hematomas nos braços e pernas.
Segundo o relato da vítima à polícia, o casal estava junto há nove anos e a discussão teria iniciado por ciúmes enquanto estavam na casa de um amigo. Ela afirmou que, ao dirigir-se à residência do secretário, foi recebida com agressões físicas, tendo sido prensada contra a parede e atingida por um soco.
Em depoimento, o servidor negou as agressões. Ele alegou que houve apenas uma discussão verbal e que trancou a casa para evitar confusão, acusando a companheira de ter invadido o local e danificado eletrodomésticos. A mãe de Renê também acionou a polícia, corroborando a versão de invasão domiciliar.
Renê foi ouvido e liberado no mesmo dia.
O Jornal Midiamax tentou contato com o secretário, mas até o momento não obteve retorno.
Fonte: Midiamax.