
Nesta terça-feira (03), confirmando o que a reportagem já adiantava, Soraya se reuniu com a ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann, para falar sobre uma parceria para eleição de outubro no Estado.
O próximo encontro deve ocorrer ainda nesse mês, quando Soraya fará uma reunião com Lula, o pré-candidato do PT ao governo, Fábio Trad, e o pré-candidato ao Senado do PT, Vander Loubet.
Vander e o PT tentaram Simone, mas esbarraram na simpatia dela por Eduardo Riedel (PP). Depois, procuraram Nelsinho Trad (PSD), que não demonstrou interesse em dobradinha com a esquerda.
Sem outras alternativas, o grupo da esquerda decidiu fechar com Soraya para o segundo voto. Para consolidar a parceria, Soraya deve se filiar ao PSB ou PDT na janela partidária.
Soraya rompeu com Jair Bolsonaro e com aliados dele e agora classifica os antigos apoiadores como seita, por não aceitarem crítica ao líder maior. Ela deixa claro, inclusive, que não fará campanha para nenhum candidato apoiado por Bolsonaro.
As declarações e postura contra Jair Bolsonaro fazem Soraya ser chamada de traidora pelo grupo onde concentra grande parte dos eleitores dela em 2018. Ciente de que terá dificuldade com esse eleitorado, Soraya apostou as fichas no público que era adversária em 2018 e tem investido boa parte dos recursos do mandato na agricultura familiar, favorecendo indígenas, assentados, entre outros.
Soraya atraiu um público geralmente ligado ao PT e também agradou a militância petista pela atuação contra Jair Bolsonaro, o que lhe colocou como possível opção da esquerda para o segundo voto para o Senado em Mato Grosso do Sul.
Fonte: Investiga MS.