Transparência

Dois secretários e três vereadores são afastados após operação por desvios de R$ 18 milhões

Gaeco prendeu diretor de hospital, policial civil e ex-assessor político

Gaeco deflagrou Operação Dirty Pix em Sidrolândia. (Leo de França, Jornal Midiamax)

A Operação Dirty Pix, que revelou desvios de R$ 18 milhões no Hospital Municipal de Sidrolândia Elmíria Silvério Barbosa, resultou no afastamento de dois secretários municipais e de três vereadores do município.

Dois secretários municipais foram afastados por seis meses, por ordem da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, e oficializados no diário do município desta quinta-feira (8). São eles: Enelvo Júnior (Desenvolvimento Econômico) e Cleyton Teixeira (Agricultura).

Também houve ordem para afastar os vereadores: Cledinaldo Cotócio (PSDB), Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD), além do ex-vereador Gabardo (Republicanos) — de qualquer função pública em que esteja atuando.

A magistrada reforçou que, após 180 dias, haverá a reavaliação dos afastamentos. “À luz do estágio das investigações e da persistência dos fundamentos cautelares que a justificam, podendo ser prorrogada mediante decisão fundamentada, caso subsistam os riscos que ensejaram sua decretação”.

A reportagem tenta, desde quarta (7), um posicionamento da prefeitura e do prefeito Rodrigo Basso (PL) sobre o caso, mas sem sucesso.

O presidente da Câmara de Sidrolândia, Otacir Figueiredo (PP), foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

Dirty Pix prende três em Sidrolândia

O Gaeco e o Gecoc prenderam na quarta-feira (7) o diretor-presidente do hospital, Jacob Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva.

As investigações revelaram supostos desvios de R$ 18 milhões na Saúde de verbas públicas destinadas à aquisição de equipamentos, materiais hospitalares e de UTI (unidade de terapia intensiva) móvel, bem como à execução de obras de reforma do hospital.

Ainda, as equipes cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Um deles é no escritório da contadora Rosângela Zanetti Martins Freitas, gestora de contrato do hospital.

O Gecoc apurou que os recursos desviados eram distribuídos em movimentações financeiras para agentes públicos e intermediários. O grupo também agia para tentar obstruir as investigações em curso.

À reportagem, o advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que representa Jacob, declarou que seu cliente está “à disposição para colaborar com o que for necessário”.

O advogado Higor Carvalho Florêncio, que representa Júlio César, limitou-se a dizer que o processo tramita em sigilo, por isso não pode dar informações, e que ainda não teve acesso aos autos da nova fase, os quais culminaram na prisão de seu cliente.

O Jornal também buscou posicionamento da Polícia Civil e aguarda retorno.

Fonte: Midiamax.

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